quinta-feira, 1 de maio de 2014

ROBERTO CARLOS LANÇA LIVRO DE FOTOS, COMO APERITIVO PARA AUTOBIOGRAFIA

PARA DESESPERO DOS FAROFAFEIROS, O "REVOLUCIONÁRIO" LUAN SANTANA FOI CUMPRIMENTAR ROBERTO CARLOS. PROCUREM SABER!!

Por Alexandre Figueiredo

Roberto Carlos, o líder daquele movimento Procure Saber, que condenava a produção de biografias não-autorizadas, lançou seu livro anteontem, numa livraria de um shopping em São Paulo. Não, não se trata ainda da prometida autobiografia, mas de um livro de fotos de vários momentos de sua carreira. Mas é um aperitivo para o prometido livro do "Rei".

Ultimamente, a reputação do cantor capixaba, antes considerado uma unanimidade até por intelectuais festivos e por artistas pós-tropicalistas, ficou arranhada por causa do episódio do Procure Saber, que expressou um zelo excessivo de Roberto com sua imagem particular, se esquecendo que ele hoje se trata de uma figura pública.

Nem mesmo o episódio de um acidente que o fez amputar uma perna Roberto tem interesse em explicar, embora prometesse esclarecer o episódio na sua autobiografia. Ou mesmo suas superstições, sua obsessão por determinadas cores, a aversão por outras, Roberto se recusa a esclarecer sobre sua estranhezas pessoais.

Já "abalado" pelo Procure Saber, Roberto ainda mostrou mais uma estranheza. Declarando-se não comer carne vermelha há muito tempo, o que fez a imprensa sensacionalista exagerar e classificar o cantor como "vegetariano" (deixemos a coincidência com o cantor inglês Morrissey para o simples ato de jogar flores para a plateia), ele fez um comercial para a indústria de carnes Friboi.

Roberto Carlos havia sido cortejado por intelectuais e artistas de corrente pós-tropicalista e simpatizantes da bregalização cultural depois que, introduzindo o pop comercial na música brasileira, liderou uma corrente de fusão do comercialismo pop e do provincianismo popularesco simbolizada por Odair José, Michael Sullivan, Amado Batista, Dom & Ravel, José Augusto e Fábio Jr..

Essa unanimidade durou muito tempo, sobretudo apoiada por um Caetano Veloso no auge da carreira, antes do cantor baiano começar a ter sua reputação abalada com as brigas com a imprensa, que acusava o tropicalista de oportunista e prepotente. Caetano também não é mais a unanimidade que havia sido antes.

Mas, "reis" desacreditados, reinado mantido. Todo o programa de governo da aliança jovemguardo-tropicalista foi mantido, apesar do descrédito de seus precursores, e a intelectualidade "bacana", diante do episódio Procure Saber (que teve, em primeira instância, o apoio de Caetano), quis trocar o seis pelo meia-dúzia, julgando que a cultura se salvará com Luan Santana, Michel Teló e Thiaguinho.

Sim, e foi através do Farofafá que esses queridinhos das Organizações Globo, na cara da mídia esquerdista, eram promovidos como se fossem a "salvação" para a caretice dos medalhões emepebistas que se juntavam no movimento Procure Saber que, por incrível que pareça, era de corrente oposta a de outros medalhões que se juntavam no episódio do ECAD.

E, para desespero dos farofafeiros, que acham que a revolução zapatista-guevarista-bolivariana se dará com Luan Santana, Thiaguinho, Michel Teló e, sobretudo, todo o "funk carioca", o primeiro destes citados foi com muito prazer para o evento de Roberto Carlos cumprimentar o próprio, como se vê claramente na foto.

Claro, a intelectualidade "bacana" tem a tentação de dizer que se trata de uma invasão conspiratória. Luan Santana, o "guerrilheiro" da "cultura transbrasileira", foi lá para dizer ao "rei deposto" que o reino dele já era e que agora a "rebelião popular" de arqueobregas e simpatizantes, inclusive funqueiros, instaurou a "revolução socialista" no país.

Só que, numa invasão, a vítima não aparece sorrindo ao lado do algoz. Não há abraços entre invadido e invasor. A intelectualidade fez vista grossa quando Joelma e Chimbinha apareceram abraçados ao neocon Marcelo Madureira e só caíram na real quando Joelma desagradou os intelectuais "bacaninhas" expressando uma homofobia digna de um Marco Feliciano.

O que se afirma, no momento, é que Roberto apresentou aos leitores sua biografia fotográfica, enquanto ele mesmo escreve sua biografia oficial, provavelmente sob a ajuda de algum outro escritor. O que Roberto revelará ou esconderá de si só será mesmo observado depois que o livro for publicado. Até lá, não procuremos saber muita coisa agora. Porque iremos sabê-las ou não no momento certo.

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